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Citizenfour, documentário sobre Edward Snowden, ganha Oscar

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O filme de Laura Poitras sobre Edward Snowden e as revelações de espionagem da NSA levam o prêmio de melhor documentário.


A diretora Laura Poitras, a editora Mathilde Bonnefoy e o produtor Dirk Wilutzky receberam o Oscar de melhor documentário pelo filme Citizenfour.
 
Ao receber o prêmio, Poitras, ladeada pelo jornalista e colaborador Glenn Greenwald, disse: "As revelações de Edward Snowden não apenas expõem uma ameaça à nossa privacidade, mas à própria democracia. Quando as decisões que nos governam são tomadas em segredo, perdemos o poder de controlar e governar a nós mesmos". Poitras agradeceu a Edward Snowden por seus "sacrifícios" e acrescentou: "Compartilho esse prêmio com Glenn Greenwald e muitos outros jornalistas que se arriscam para revelar a verdade".
 
A namorada de Snowden, Lindsay Mills, juntou-se à equipe do filme no palco. O próprio Snowden escreveu sobre a premiação:
 
"Quando Laura Poitras perguntou se podia filmar nossos encontros, eu estava muito relutante. Agradeço por ter permitido que ela me convencesse. O resultado é um filme corajoso e brilhante que merece a honra e o reconhecimento que recebeu. Minha esperança é que o prêmio incentive mais pessoas a verem o filme, e que sua mensagem possa inspirá-las: os cidadãos comuns, trabalhando juntos, podem mudar o mundo".
 
O correspondente do The Guardian (e também estrela de Citizenfour) Ewen MacAskill disse:
 
"Parabéns a Laura Poitras. Quando ela nos filmava – Snowden, Glenn Greenwald e eu – em Hong Kong, nunca me ocorreria que ela tivesse em mente algo tão ambicioso quanto Citizenfour. Nem sequer pensei muito sobre o motivo da filmagem: presumia que ela queria um registro de eventos por algum motivo qualquer, talvez um filme de baixo orçamento para ser usado em campanhas pela privacidade. Foi uma surpresa quando eu finalmente vi o filme, vi seu profissionalismo, e a partir dali não tive dúvida de que ganharia um Oscar”.
 
Ele conclui: “É uma boa notícia para Laura e também para Snowden: o Oscar pode ser considerado um dos seus mais importantes apoios até hoje".
 
Citizenfour narra as revelações do ex-colaborador da NSA, Edward Snowden, que desencadeou o escândalo de espionagem da NSA. Os jornais The Guardian e Washington Post começaram a publicar simultaneamente as denúncias de Snowden em junho de 2013, o que rendeu às duas publicações o prêmio Pulitzer em 2014 na categoria Serviço Público. O título do filme deriva do pseudônimo usado por Snowden quando entrou anonimamente em contato com Poitras.
 
O filme era o favorito na categoria documentário, tendo obtido uma série de prêmios nos últimos meses, incluindo o melhor documentário no Bafta, o DGA e o da National Society of Film Critics (o Globo de Ouro não possui prêmio de não ficção).
 
Poitras já havia sido indicada ao Oscar antes, em 2007, pelo filme My Country, My Country, sobre os iraquianos que vivem sob a ocupação dos EUA. O triunfo de Citizenfour no Oscar coroa uma notável reviravolta para Poitras, obrigada a editar o filme em Berlim para evitar que o FBI tentasse apreender o material.
 
Tradução de Clarisse Meireles



How Edward Snowden led journalist and film-maker to reveal NSA secrets

Whistleblower drew Glenn Greenwald and film-maker Laura Poitras together to expose surveillance programmes




How Edward Snowden led journalist and film-maker to reveal NSA secrets
Os vazamentos de Edward Snowden confirmaram que os e-mails não eram seguros e ele achava que os jornalistas eram ingênuos em acreditar no contrário. Foto: Getty ImagesOs jornalistas fariam bem em ler um artigo de 7.700 palavras escrito por Peter Maass na revista New York Times How Laura Poitras helped Snowden spill his secrets.
Sublinha porque o ex-especialista em computação da NSA Edward Snowden é tão merecedor do status de denunciante. Ele revelou que o que nós, jornalistas, suspeitávamos que a vigilância do governo fosse verdade, era mesmo assim.

O artigo conta como Snowden tentou chamar a atenção do jornalista do Guardian, Glenn Greenwald, enviando um e-mail anonimamente para dizer que ele tinha documentos sigilosos que queria compartilhar.

Ele seguiu com um guia passo-a-passo sobre como criptografar as comunicações e, em seguida, enviou um link para um vídeo de criptografia. Greenwald ignorou as abordagens.Maass perguntou a Snowden, em uma troca de e-mails criptografada, o que ele achava do silêncio inicial de Greenwald em resposta a suas solicitações e instruções para comunicações criptografadas. Snowden respondeu que entendia que os jornalistas estavam ocupados "e assumiu que seria levado a sério seria um desafio". Em frustração, Snowden contatou a documentarista Laura Poitras. E foi ela quem finalmente entrou em contato com Greenwald, reunindo os três juntos..
E então ele acrescentou: "Ao mesmo tempo, isso é 2013, e ele é um jornalista que regularmente relatou sobre a concentração e excesso de poder estatal. Fiquei surpreso ao perceber que havia pessoas em organizações de notícias que não o faziam. reconhecer qualquer mensagem não criptografada enviada pela internet está sendo entregue a todos os serviços de inteligência do mundo. "







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E isso é um ponto matador, com certeza. Nós poderíamos ter pensado que nossos e-mails não eram seguros. Mas os vazamentos de Snowden confirmam que eles não eram e não são. E ele nos achou ingênuo por acreditar de outra forma.

Há muito mais a apreciar no artigo de Maass, no qual Poitras surge como uma figura crucial no processo de vazamento.

Ela conheceu Greenwald em 2010, quando se interessou por seu trabalho no WikiLeaks e planejava fazer um documentário sobre vigilância. Antes disso, ela já havia sido submetida a atenção indesejada das autoridades dos EUA.

Depois de filmar os efeitos da invasão do Iraque em seus cidadãos, ela descobriu em junho de 2006 que seus bilhetes em voos domésticos estavam marcados como "SSSS" - Secondary Security Screening Selection. Isso significava que ela enfrentava escrutínio extra nos aeroportos.

O artigo detalha vários exemplos. Ao todo, ela foi detida para interrogatório em mais de 40 ocasiões. Eventualmente, em abril de 2012, Greenwald - então escrevendo para o Salon.com - contou sobre suas tribulações em uma peça encabeçada pelo cineasta norte-americano repetidamente detida na fronteira.
Esse artigo despertou o interesse de Snowden também. Foi por isso que ele primeiro tentou entrar em contato com Greenwald e por que, tendo sido ignorado, ele então tentou Poitras.

Depois que os links foram feitos, Snowden começou a fornecer documentos para os dois. Então, em maio deste ano, Snowden enviou mensagens criptografadas dizendo-lhes para ir a Hong Kong.

Greenwald voou para Nova York do Rio e Poitras se juntou a ele para reuniões com o editor da edição do The Guardian nos EUA. Foi decidido que eles deveriam ser acompanhados em sua viagem a Hong Kong com a veterana repórter do Guardian, Ewen MacAskill.

O que se seguiu foi uma clássica operação de capa e espada. Maass pega a história: "Snowden os instruiu que, quando estivessem em Hong Kong, iriam a uma hora marcada para o distrito de Kowloon e ficariam do lado de fora de um restaurante que ficava em um shopping conectado ao hotel Mira.

Lá, eles esperariam até verem um homem carregando um Cubo de Rubik, e perguntariam quando o restaurante abriria. O homem responderia a pergunta deles, mas então avisaria que a comida estava ruim. Quando o homem com o Cubo de Rubik chegou, foi Edward Snowden ".

Eles seguiram Snowden para o seu quarto. Poitras começou a filmar e Greenwald começou a questionar. Ele durou uma semana durante o qual o primeiro artigo "NSA coletando registros telefônicos de milhões de clientes da Verizon" foi publicado em 6 de junho pelo Guardian.

Poitras disse a Maass: "Ficamos todos surpresos com a atenção que estava recebendo ... poderíamos ver na TV que estava decolando".

Depois que Poitras fez um vídeo de Snowden, devidamente publicado em 9 de junho, ele deixou o hotel e se escondeu. Uma semana depois, Poitras voou para Berlim, "onde ela poderia editar seu documentário sem se preocupar que o FBI aparecesse com um mandado de busca".

E duas semanas depois ela voou para o Brasil. Foi lá, em um hotel no Rio de Janeiro, que Maass a conheceu junto com Greenwald, onde estavam trabalhando com MacAskill e outro jornalista do Guardian, James Ball.
Passaram-se vários dias até que todos descobrissem que Snowden chegara ao aeroporto de Moscou.

Na conversa criptografada de Maass com Snowden, o denunciante explicou por que ele foi a Poitras com seus segredos: "Laura e Glenn estão entre os poucos que relataram temas polêmicos ao longo deste período, mesmo diante de uma crítica pessoal, [que] resultou em Laura especificamente se tornando alvo dos próprios programas envolvidos nas recentes divulgações.

Ela demonstrou a coragem, experiência pessoal e habilidade necessárias para lidar com o que é provavelmente a tarefa mais perigosa que qualquer jornalista pode receber - relatando os erros secretos do governo mais poderoso do mundo - fazendo dela uma escolha óbvia ”.

As revelações de Snowden, sem surpresa, são agora o centro do documentário de vigilância de Poitras. Enquanto isso, ela também está avaliando sua vulnerabilidade legal.

Poitras e Greenwald não estão enfrentando acusações, pelo menos não ainda. Eles não planejam ficar longe dos EUA para sempre, mas não têm planos imediatos para retornar.

Com pelo menos um membro do Congresso a acusá-los de traição, eles também estão cientes da perseguição do governo Obama aos vazadores e aos jornalistas que recebem vazamentos.

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Thomasine, Suécia

Como fã da DC Comics, "Vingadores: Guerra Infinita" me frustrou ... -

Resultado de imagem para vingadores guerra infinita estreia
DC Comics perdeu uma grande batalha no cinema, mas ainda pode vencer a guerra infinitaImagem: Divulgação/Montagem UOL
Guilherme Machado
Do UOL, em São Paulo
01/05/2018 04h00
Quando terminou a sessão de “Vingadores: Guerra Infinita” que assisti em São Caetano do Sul, a sala explodiu em aplausos, gritos e até choro. Na segunda vez que assisti ao filme, um amigo virou e disparou: “A DC nunca vai superar isso”.
Alguns meses antes, quando prestigiei “Liga da Justiça”, não se ouviu um murmúrio ao final do filme.
Lembro que, na ocasião, virei para o lado e falei: “Ah, podia ter sido pior”. Dessa vez, fiquei com o olhar meio perdido, tentando processar o que tinha acabado de acontecer.
Sim, sou um daqueles fãs de DC Comics que comprou a enciclopédia completa do universo dos heróis e vilões, que vibrava com as animações “Liga da Justiça” e “Jovens Titãs”, querendo viver aventuras ao lado daquelas figuras.
Tenho uma coleção de itens de Batman, e ao mesmo tempo, sei citar algumas das encarnações do poderoso Senhor Destino e da vilã Mulher-Leopardo — que marcará presença no próximo “Mulher Maravilha”.
Por isso, terminei “Vingadores: Guerra Infinita” com dois tipos de frustração: a de saber que meus heróis favoritos têm todo potencial de provocar todas as reações apaixonadas que esse filme provocou, e a de que, no fundo, esse filme sofre de alguns dos mesmos problemas que, digamos, a adaptação de “Liga da Justiça” para cinema. Porém, nesse caso, poucos vão se importar.

O filme

Divulgação/Marvel
"Vingadores: Guerra Infinita" é bom, mas não é perfeito, nãoImagem: Divulgação/Marvel
Na primeira vez que assisti ao filme, achei “Vingadores: Guerra Infinita” uma boa experiência. Boa, nada mais, nada menos.
Depois de uma segunda assistida, posso dizer que minha opinião do filme subiu, pois as boas emoções provocadas nas duas sessões foram as mesmas, na mesma potência — as reações apaixonadas de ambas as plateias ajudaram.
Mas, ainda mantenho uma posição: definitivamente não é um marco do cinema, como foi e ainda é “Pantera Negra”, mas continua sendo uma obra riquíssima.
Um trabalho cheio de momentos marcantes, mas que acabam muito rápido, sem fechamento adequado.
É um filme muito bom, mas com problemas. Eu colocaria no mesmo patamar de um “Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1”, justamente por conta do último elemento. É a primeira parte de uma saga, que ainda não atingiu seu ápice e promete uma conclusão explosiva. Quem sair desse filme vai clamar com todas as forças para que a sequência seja lançada amanhã.
Reprodução
Capitão América tem uma participação quase nula em "Guerra Infinita"Imagem: Reprodução
No entanto, várias coisas me incomodaram, acho que justamente por isso. Por vezes, a experiência parece incompleta, como se estivesse caminhando para algo que nunca chega, pelo menos não com força.
Além disso, o filme é um grande emaranhado de acontecimentos. Por mais que isso contribua para o ritmo frenético, impede que seja construída uma narrativa realmente coesa. Em outras palavras, alguns personagens e elementos são mal aproveitados.
Dois exemplos: todo o time do Capitão América (Chris Evans) nesse filme é altamente descartável, pois, falando termos francos, não fazem quase nada de relevante. Sério, se Evans teve uma dúzia de falas nesse filme foi muito, o que não seria problema se os trailers não o tivessem vendido como grande protagonista.
Outro momento é a descoberta da Joia da Alma, uma das Joias do Infinito. Poderiam ter sido feitas milhões de coisas interessantes, mas o impacto se diluiu com uma saída dramática óbvia.

Duelo de titãs

marcelosilkscreen/Flickr/Divulgação
A guerra entre DC e Marvel ainda não acabouImagem: marcelosilkscreen/Flickr/Divulgação
Entretanto, apesar dos percalços, se dissesse que não saí do filme sem palavras estaria mentindo. Senti que tinha acabado de deixar uma montanha russa, na qual entrei sem saber as manobras que ela faria.
A cada momento o filme me atingiu com uma reação emocionante, me fazendo roer as unhas com ansiedade. No final, estava de boca aberta. Os problemas que identifiquei pareciam irrelevantes. Ainda mais depois, quando comecei a discutir teorias do filme com uma amiga, enquanto tentávamos destacar pontos que podíamos ter perdido.
Esse, em minha visão, é o maior mérito que a Marvel pode clamar, e que a DC deveria logo perceber: a Marvel virou o próprio Thanos. Ela é o Titã Louco, que arrebata inimigos e rivais em igual nível, provocando um turbilhão de sensações e não permitindo que o público olhe para outro lado.
Tudo isso é graças à estratégia desenvolvida por Kevin Fiege e sua equipe. Eles construíram um universo bem pensado, com atores carismáticos, boas histórias, uma grande preocupação com os fãs, um respeito pelo material.
Esse é talvez o ponto que mais me irrita quando penso no universo cinematográfico da DC. Um dos motivos de preferi-la tanto em relação à Marvel é por sempre considerei a DC infinitamente mais respeitosa com seus personagens. Então, por que a mesma lógica não é utilizada nas adaptações para o cinema?
Eu sei que a DC tem capacidade de fazer um verdadeiro universo cinematográfico, com toda a força que suas figuras icônicas podem trazer. Afinal, a DC ainda funciona muito melhor do que a Marvel em outras mídas— o dos videogames, para citar um.
No entanto, falta a visão que trouxe a Marvel até aqui. Falta respirar e ser meticuloso para amarrar bem os universos, e não jogar uma bomba como foi “Batman vs Super-Homem” na cabeça dos fãs e esperar que eles lidem com ela.
Divulgação/Reprodução
Thanos, o Titã Louco e inimigo mortal dos Vingadores, e Darkseid, Senhor de Apokolips e inimigo mortal da Liga da JustiçaImagem: Divulgação/Reprodução
Só eu sei como, enquanto estava vendo “Guerra Infinita”, eu pensava em como poderia ser incrível um filme da Liga da Justiça lutando contra Darkseid e seus seguidores de Apokolips, em uma jornada para salvar o universo. E melhor: ao som dos mesmos aplausos que torciam pela queda de Thanos.
É daí que parte minha outra frustração. As pessoas vibraram pelo filme, colocando completamente de lado os seus problemas. Ora, por que a participação minúscula de Super-Homem em “Liga da Justiça” causa tanta revolta, e a quase inexistência do Capitão América em “Guerra Infinita” não? Por que um filme que sofre de excesso de informação é tão criticado e o outro não?
Não me entenda mal, “Guerra Infinita” é infinitamente — com o perdão do trocadilho — melhor que “Liga da Justiça”. Mas o fato é que os dois filmes têm alguns problemas parecidos, e um foi claramente mais criticado que o outro.
Porém, mais uma vez, isso é graças à Marvel, que conseguiu, ao longo de anos, criar um universo cinematográfico tão bem alinhavado, que se blindou das grandes reclamações. O ápice disso chegou com “Guerra Infinita”.
Agora, está na hora da DC olhar para o futuro e refletir sobre essas questões. Potencial existe, sempre existiu, e se a empresa não quiser que a Marvel seja para sempre sua kriptonita no cinema, ela precisa resgatar a sua essência, aquilo que a faz forte, que fez de “O Cavaleiro das Trevas”, de Christopher Nolan, um filme histórico.
A DC tem todo o poder de ter o seu “Guerra Infinita”. Aliás, de ir além. Só falta organizar a casa e melhorar o jogo, para que os murmúrios, voltem a ser aplausos. Afinal, ela merece.

Criador de "Vikings" diz que série é "versão crescida" de "Game of Thrones"...

Divulgação
No seriado Vikings, Katheryn Winnick vive LagerthaImagem: Divulgaçã
Do UOL, em São Paulo
25/01/2018 11h10
Criador de “Vikings”, Michael Hirst comentou os acontecimentos dramáticos do midseason finale da 5ª temporada da série, que foi ao ar na última quarta-feira (24), e acabou fazendo uma comparação com outra produção épica: “Game of Thrones”.
Hirst citou a série da HBO enquanto falava sobre as mortes dramáticas do episódio (mais sobre isso abaixo, após o aviso de spoiler).
“Me alertam constantemente sobre falar isso, mas eu acho que ‘Vikings’ é uma versão crescida de ‘Game of Thrones’. Ela realmente lida com a mortalidade, com as grandes questões. Não é entretenimento nesse sentido. Eu espero que seja divertida! Mas ela realmente se aprofunda em coisas que são importantes. Esse é um episódio do qual estou maravilhosamente orgulhoso porque muitas coisas importantes aconteceram, e foi muito honesto”.
ATENÇÃO: A partir deste trecho o texto contém spoilers. Não leia se não quiser saber o que acontece.
Intitulado “Moments of Vision”, o episódio trouxe o grande confronto entre as forças de Ivar (Alex Hogh) e Lagertha (Katheryn Winnick). A última, derrotada, teve de deixar Kattegad ao lado de Bjorn (Alexander Ludwig) e Ubbe (Jordan Patrick Smith) – ainda tendo de lidar com o fato de ter matado Astrid (Josefin Asplund). Halfdan (Jasper Pääkkönen) também se despediu da trama, após ter sido morto por Harald (Peter Franzén).
“Tive muitos amigos gays que morreram no início da epidemia da AIDS, nos anos 1980 e 1990”, lembrou Hirst. “Eles morreram aos 30, basicamente. Essa era a expectativa de vida típica de um viking. Eles não viviam muito. Então a morte de Halfdan, a morte do primeiro filho de Torvi na batalha, Astrid também é muito jovem... Pessoas jovens morrendo é uma parte poderosa desse episódio”.
A intenção do criador da série era, desde o início, mostrar o “dano psicológico” aos personagens. “Um grande objetivo para mim é tentar humanizar os vikings, tentar mostrar que eles eram como você e eu. Eles estão lutando ano sim, ano não, ou o que quer que seja. E isso vai desgastá-los. Com Lagertha, queria mostrar o impacto psicológico que estar continuamente entre a vida e a morte”.
Os fãs de Floki (Gustaf Skarsgard) também levaram um susto durante o episódio, já que o personagem se ofereceu para ser sacrificado. E a trama do personagem vai ficar ainda pior, adiantou Hirst. “Eu nem teria começado essa história se não tivesse uma recompensa. E recompensa é tão extraordinária, tão catastrófica, tão terrível. Queria poder te contar. Parece ruim agora, vai ficar pior”.
No Brasil, "Vikings" é exibida pelo canal pago Fox Premium 2, à 1h das quartas para quintas. As reprises acontecem às quintas, às 22h.
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GIFReprodução / Tumblr
Infelizmente, essa teoria parece bem distante do que irá ocorrer na história. Temos certeza de que Ragnar vai reaparecer, mais só como um flashback ou um sonho.
Afinal, seu irmão Rollo, interpretado por Clive Standen, voltou no episódio “Moments of Vision” e esperamos que ele se lembre de Ragnar. Assim como Lagertha e seus filhos.
Uma das coisas que indica que Fimmel nao volta para a série é sua agenda agitada. Desde que já não é mais um viking, o ator atuou em vários filmes e programas de televisão, incluindo um longa chamado “Lean On Pete” no qual contracena com Christopher Plummer, Steve Buscemi e Chloë Sevigny
Segundo a  mídia internacional, ele também está se preparando para ser o protagonista de uma série de televisão antológica intitulada “Wyatt Earp.”
Seus outros projetos ainda incluem “Dreamland”, com Margot Robbie, e Finding Steve McQueen, de acordo com o IMDb.

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