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Gattaca A Experiência Genética (Dublado)




Gattaca A Experiência Genética Ethan Hawke, Uma Thurman, Alan Arki e Jude Law, estrelam neste suspense espetacular de ficção científica sobre um homem que ousa desafiar um sistema obcecado com a perfeição genética. Hawke estrela como Vincent, um "In-Válido" que assume a identidade de um integrante de uma elite genética que persegue a meta de viajar pelo espaço através da Corporação Aeroespacial Gattaca. Contudo, uma semana antes de sua missão, um crime coloca Vincent como suspeito. Com um incansável investigador em sua perseguição, uma aliada pela qual ele se apaixona e percebendo a possibilidade de ter descoberto seu disfarce, Vincent sonha em manter-se na identidade de outra pessoa.


Resumo filme Gattaca


Resenha sobre o filme “Gattaca – Experiência Genética”



Trata-se de um filme futurista, que se passa em época onde mudanças tecnológicas influenciaram a forma de vida e reprodução. Conta a história de um rapaz chamado Vicent, concebido naturalmente, que vive em uma comunidade na qual uma grande parte das pessoas foram planejadas geneticamente para serem seres perfeitos.

Enquanto esses seres perfeitos, chamados de “válidos”, ocupam as melhores posições, os que foram gerados de forma natural e espontânea, e que apresentam algum tipo de deficiência, são denominados “inválidos” e ocupam as funções menos privilegiadas do mercado de trabalho.

É essa a realidade Vicent, que desempenha a função de faxineiro. Ele é inteligente e tem planos de se tornar astronauta, porém tem um problema congênito relacionado à uma doença cardíaca. Dessa forma, não importa o quão inteligente Vicent pudesse ser, ele estaria condenado a viver como faxineiro e não teria melhores oportunidades. Mas Vicent é determinado e define uma estratégia para atingir seu objetivo.

Ele conhece uma pessoa que lhe põe em contato com um rapaz do grupo dos “válidos”. Esse rapaz se chama Jerome e infelizmente havia sofrido um acidente no qual ficou paraplégico. Jerome tinha uma inteligência excepcional, tal qual Vicent, porém, por ser deficiente e estar preso a uma cadeira de rodas, não é aceito para trabalhar na corporação.

Eles combinam que Vicent irá se passar Jerome. Ele utiliza seus dados e aparência como disfarce para se infiltrar na corporação. Juntos conseguem fraudar a coleta de dados para exames de sangue, urina e até impressões digitais. Então Vicent consegue provar que é intelectualmente capacitado, se destacando na corporação, mas sempre se passando por Jerome. Até que atinge seu objetivo de ser astronauta, estando realizado por ter burlado o sistema.

Jerome colhe e preserva material para que Vicent possa utilizar futuramente em seus testes e então decide dar fim à própria vida,...[continua]

“Gattaca - A Experiência Genética”
(Gattaca), 
de Andrew Niccol
(1997)
Eixo Temático
 
O desenvolvimento das técnicas de manipulação genética decorrem do desenvolvimento das forças produtivas do trabalho social e da redução das barreiras naturais. É claro que, nas condições de uma sociedade de classes, onde predomina a divisão hierárquica do trabalho e a propriedade privada, tal avanço da ciência genética se traduz em possibilidades concretas de incremento do controle social estranhado. Neste caso, o capital tende a se apropriar do desenvolvimento das forças produtivas sociais para aprofundar seu controle de classe. Estamos diante de uma visceral contradição entre as imensas potencilaidades de desenvolvimento humano-genérico e da plena socialização da sociedade humana, e a aguda vigência de determinações de controle social estranhado e de exploração de classe. Ao lado do admirável mundo novo, subsiste velhos valores estranhados e sociabilidades corrompidas pela lógica do capital.
Temas-chave: técnica e tecnologia, capital e processo civilizatório, ecossistema social e contradições do capital, identidade e memória social.
Filmes relacionados: “Blade Runner”, de Ridley Scott; “Matrix”, dos Irmãos Wachowski; “Metropólis”, de Fritz Lang; “2001-Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick; “IA - Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg; “Eu, Robô”, de Alex Proyas.

Análise do Filme
Annette Kuhn, em seu livro Alien Zone: Cultural Theory and Contemporary Science Fiction Cinema (Verso, 1990), observa que uma das características do cinema de ficção-científica é a sua intertextualidade. Ou seja, o gênero Science Fiction (SF) tende a se confundir com outros gêneros fílmicos, como, por exemplo, o Policial, a Comédia ou Horror. O que poderia significar essa intertextualidade do gênero Science Fiction? Ela é característica peculiar de um gênero fílmico (o de ficção-científica) que constitui sua trama narrativa a partir de uma determinada racionalidade (a racionalidade tecnológica), que é a própria racionalidade da sociedade moderna. Nesse caso, como a tecnologia perpassa os mais diversos aspectos da vida cotidiana moderna, ela não poderia deixar de estar no centro estruturante da trama filmica, principalmente em se tratando de um filme SF. O que acontece é que, no caso do filme SF, a trama filmica se constitui em função de uma determinada racionalidade tecnológica. Na verdade, a técnica e a tecnologia pulam adiante do argumento dramático, estruturando-o, sem dissolver sua linha argumentativa (que incorpora outras textualidades).

O filme Gattaca – A Experiência Genética, de Andrew Niccol (1997) é um caso exemplar. Apesar de ser um filme de ficção-científica deixa claro sua intertextualidade. A partir de um certo momento, Gattaca parece se tornar um filme policial ou de suspense quando a trama narrativa se desloca para a busca do assassino de um dos diretores da corporação Gattaca. No desenrolar da trama, todo o suspense se concentra no personagem Vincent Freeman, um Inválido condenado pelo seu código genético a tarefas degradantes (Freeman significa, literalmente, “homem livre”).

A sociedade de Gattaca está dividida em duas “classes sociais”, os Válidos, os “filhos da Ciência”, produtos da engenharia genética e da eugenia social, e os Inválidos, os “filhos de Deus”, submetidos ao acaso da Natureza e às impurezas genéticas. Gattaca retrata uma sociedade de classe cuja técnica de manipulação do código genético tornou-se prática cotidiana de controle social. Vincent é um jovem ambicioso, que almeja ir além do seu destino genético e decide assumir a personalidade de Jerome Morrow, um Válido que, em virtude de um acidente, ficou paralítico. Utilizando os serviços clandestinos de um “pirata genético”, Vincent clona os registros genéticos de Jerome. Sua ambição é driblar as restrições de classe e se integrar na elite intelectual e moral de Gattaca e realizar seu maior sonho: ir para o planeta Titã, satélite de Júpiter (seria uma alegoria de fuga do sistema do capital, de agudo cariz regressivo, tal como um "retorno ao útero materno"?).

No final, a trama de Gattaca sugere um drama familiar, no estilo de East of Eden, de Elia Kazan (com James Dean), quando Vincent encontra em Gattaca, seu irmão Anton, que descobre a verdadeira personalidade de Jerome e ameaça denuncia-lo. Torna-se claro, mais uma vez, a rivalidade entre irmãos (que é, no filme, a transfiguração de uma rivalidade de classe, cabe salientar): um, “filho de Deus”, nascido do acaso da Natureza, outro, produto de um planejamento genético quase perfeito.

O que se observa é que o tema da técnica de manipulação genética perpassa todo o drama policial (e familiar) de Gattaca. Apesar do mais alto controle social garantido pelo registro genético, a espécie humana continua a mesma: dividida em classes sociais e se utilizando de subterfúgios escusos e clandestinos para atingir seus interesses egoístas. Ao lado dos mais sofisticados recursos de manipulação genética, que hoje estão se tornando realidade pelos avanços da engenharia genética e da biologia molecular, assistimos a um jogo de ambição e fraude, seja a de Vincent para ter acesso à corporação Gattaca e realizar seu sonho de tornar-se astronauta; ou do diretor Josef, de Gattaca (representado pelo escritor Gore Vidal, num papel especial), que assassina outro diretor num jogo de poder.

Numa sociedade de controle social quase-absoluto, os “de baixo” apelam para fraudes sutis, clandestinas, como forma de resistência individual ao totalitarismo do destino genético. Nesse ambiente de resistência individual, pode-se perceber certa solidariedade entre os “de baixo”, como a atitude condescendente do faxineiro Caesar (representado por Ernest Borgnine) ou pelo médico Lamar, que aparentam certa simpatia pelos ideais transgressores de Vincent/Jerome.

O filme se passa na corporação Gattaca, mas poderia se passar num Campo de Concentração ou numa sociedade totalitária qualquer. E Vincent representa o herói americano – um anti-herói ao estilo de Charles Chaplin? - em sua luta contra o sistema, agora representado pelos imperativos categóricos da eugenia social. A ambição individualista de Vincent é que conduz a trama. A sua luta é contra o destino de classe – ou casta? - agora demarcado, graças ao avanço da técnica, pelo estigma do destino genético. É um destino genético produzido pelo homem, mas que, na medida em que é produto de um afastamento das barreiras naturais – o domínio do código da vida - numa sociedade de classe, tende a tornar-se uma “segunda natureza”. É contra essa “segunda natureza”, produzida pela manipulação técnica, que Vincent se revolta e busca uma saída individual.
Na ótica do Cinema de Hollywood, as saídas são individuais, apesar do drama possuir, antes de tudo, conteúdo de classe. A sociedade do capital, baseada na divisão hierárquica do trabalho, dividida em classe, com o desenvolvimento da técnica, tende a incorporar novas determinações de poder e de controle cada vez mais rígidas e com um lastro natural (pode-se, nesse caso, considerar mesmo uma divisão de classe, no sentido clássico, ou sim, uma divisão em casta ou de acordo com o sangue, bem ao estilo das sociedades tradicionais?).

Em Gattaca, os proletários seriam os Inválidos, os Condenados da Terra. Apesar disso, a atitude arrogante do verdadeiro Jerome diante de um policial que o interroga, numa certa passagem do filme, sugere que, mesmo entre os Válidos existe uma certa hierarquia de classe - a não ser que os policiais, guardiães da Ordem genético-fascista da sociedade de Gattaca, sejam da classe dos Inválidos. Não podemos culpar a técnica em si, mas a forma social que a desenvolve e se apropria dela.

Gattaca sugere o dualismo Acaso (ligado a “primeira natureza”) versus Planejamento (imperativo da “segunda natureza”). Pode-se apreender no filme, certa nostalgia de um passado distante em que um fio de cabelo era apenas um fio de cabelo (ou uma mera lembrança afetiva), e não um registro genético capaz de denunciar a identidade de classe das pessoas, através de exame de DNA. A luta de Vincent não é apenas contra o Sistema de Gattaca, mas contra si mesmo, contra seus fluidos e restos corporais capazes de denúncia-lo como Inválido. É o estranhamento assumindo proporções abismais, atingindo o próprio ser orgânico do homem, objeto de uma rede controlativa, de uma “grade”, talvez uma nova forma de ciberespaço, capaz de aprofundar o controle social do capital.
Mas apesar do clima totalitário, o filme expõe as falhas irremediáveis de Gattaca e do seu sistema de controle. Contra a técnica que supostamente desumaniza o homem, na verdade, já desumanizado pelo capital, o diretor e roteirista Andrew Niccol sugere uma “natureza humana” recalcitrante às imposições sistêmicas.
A perspectiva do filme Gattaca é tipicamente americana, mas o final não é propriamente um final feliz. O destino trágico do verdadeiro Jerome,que comete suicido se incinerando num auto-forno no exato momento em que Vincent parte para Titã, não deixa de ser um protesto contra a sociedade de Gattaca, que exclui como lixo humano todos os Inválidos, agora num sentido amplo, sejam eles de nascimento, sejam eles por incapacidade adquirida. E o sonho de Vincent (ir a lua Titã), não deixa de ser singelo e desesperador. É como se o único herói do filme busca-se lá fora o sentido da vida. Seria a sociedade de Gattaca uma “gaiola de ferro”, no sentido weberiano, ou seja, uma alegoria da sociedade (pós)-moderna, uma sociedade de classe em que só restaria, para as pessoas, adaptar-se, se auto-incinerar ou então viajar para Titã (se conseguir, é claro, apresentar-se como um Válido) ?

Giovanni Alves (2003)


 

RESENHA CRÍTICA SOBRE O FILME “GATTACA – EXPERIÊNCIA GENÉTICA”


O longa-metragem “Gattaca – Experiência genética” do gênero ficção científica, dirigido por Andrew Niccol e produzido por Danny DeVito, lançado em 1997 no EUA pela Empresa Produtora Columbia Pictures Corporation e Jersey Films, com aproximadamente 112 minutos é um crítica ao poder da engenharia genética e a eugenia social. A sociedade de Gattaca está dividida em duas “classes sociais”: os “Válidos, filhos da ciência”, e os “Inválidos, os filhos de Deus”, estes por sua vez, submetidos ao acaso da Natureza e às impurezas genéticas. O filme retrata uma sociedade cuja técnica de manipulação do código genético tornou-se prática cotidiana de controle social.


A trama do filme segue dentro de um contexto no qual o DNA já foi decifrado, onde se criou uma nova geração de seres humanos muito mais “saudáveis” que sua antecessora, pois a grande maioria dos casais que desejam conceber uma criança recorria à fertilização artificial. Cada embrião a ser implantado na respectiva mãe é escolhido pelo código genético. E com o código decifrado, o embrião com as melhores características herdado dos pais como, QI elevado, ótimo porte físico, e ausência de doença genética graves, é escolhido para ser gerado. Como consequência dessa busca pela perfeição, um ressucitamento do sonho de Hitler, podemos dizer que, a sociedade em que se passa a trama, aprendeu um novo tipo de preconceito: o gênico.


Inserido nesse mesmo contexto do avanço científico, as viagens interplanetárias já é algo possível e, é nesse ambiente que se desenvolve a história de um homem, Vicent Freeman interpretado por Ethan Hawhe, condenado pela hereditariedade a várias doença graves, mas, que não desiste de ir em busca da realização de seu sonho, participar de viagens e projetos espaciais. O que se observa é que o tema da técnica de manipulação genética perpassa o filme. Apesar do mais alto controle social garantido pelo registro do código genético, a espécie humana continua a ser a mesma no que diz respeito a visão da sociologia, a divisão de “classes sociais”.


As personagens da trama são seduzidas a participar da pesquisa genética pelo status social, pois a elite da sociedade já não é mais quem detém o capital, como é hoje na nossa sociedade, mas sim quem tem a melhor qualidade em células. E para atingir a perfeição, ser considerado um cidadão “Válido”, as personagens ou eram concebidas de modo artificial através dos laboratórios ou, recorriam a práticas de utilização de meios escusos e clandestinos como, os chamados “piratas genéticos”. E esse é o caso do personagem Vicent. Para conseguir entrar na Corporação Gattaca, Vicent clona os registros genéticos de Jerome Morrow, interpretado por Jude Law, um ex-atleta medalha de prata em natação que se acidentou e perdeu a mobilidade das pernas.
O filme se passa na corporação Gattaca, mas poderia ter como cenário um campo de concentração ou uma sociedade totalitária qualquer (como por exemplo, a sociedade nazista de Adolf Hitler na Alemanha). Vicent representa o herói americano em sua luta contra o sistema, agora representado pelos imperativos categóricos da eugenia social. A sua luta é contra o destino de classes agora demarcado, graças ao avanço da técnica da pesquisa genética, pelo estigma do destino genético. Um destino genético produzido pelo homem, mas que, na medida em que é produto de um afastamento das barreiras naturais numa sociedade de classes (classes divididas pelo poder aquisitivo), tende a se tornar uma “segunda natureza” (a natureza dos humanos “válidos”, filhos da ciência). A biologia genética constitui uma das mais poderosas áreas do trabalho científico da humanidade e, certamente, é regido por um rigoroso código de ética e por normas que tem como finalidade evitar que ocorra a utilização para fins escusos as descobertas e experimentos da área, ou pelo menos deveria ser assim.


É interessante para nós como futuros psicólogos analisar a história do filme na perspectiva do Behaviorismo, no que diz respeito ao determinismo versus o livre arbítrio. O determinismo prega que o comportamento do homem é determinado pelo ambiente e pela herança genética, em contrapartida, o livre arbítrio diz que existe algo dentro do indivíduo que o possibilita de ser livre para fazer escolhas (Não existe um gene para o espírito humano – Gattaca, 1997). O controle do indivíduo sobre si é a deliberação entre as opções que são apresentadas em determinadas situações ao longo da vida. É curioso observar no filme a ideia de que cada célula denúncia todo histórico do indivíduo, uma perda da liberdade.


Desde tempos imemoriais, os seres humanos definiram padrões de excelência, que certamente variam de acordo com cada época e, com base nesses estereótipos ideais, cobram a si mesmos e aos demais que atinjam este patamar. É claro que, apesar da cobrança, existe uma consciência em relação as nossas limitações. E ainda assim, o sonho permanece, persiste e alimenta elucubrações várias que, inclusive, chegam aos círculos científicos e promove o surgimento regular de fórmulas que garantam à eterna juventude, a beleza infindável, a máxima sabedoria, o fôlego interminável, enfim, a consolidação da “utopia” humana em busca da perfeição. Neste sentido a indústria farmacêutica, a medicina, a química e a biologia genética acabam se tornando os principais dínamos deste movimento de busca da perfeição. As cirurgias plásticas, botox, cosméticos e cremes variados, remédios diversos e até mesmo produtos que antecipem os problemas genéticos antes mesmo do nascimento são algumas das alternativas encontradas, até o presente momento, para que burlemos a natureza.


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