
Da esquerda para a direita: Scotty (James Doohan), McCoy (DeForest Kelley), Chekov (Walter Koenig), Chappel (Majel Barret), Kirk (William Shatner), Uhura (Nichelle Nichols), Spock (Leonard Nimoy) e Sulu (George Takei)
Jornada nas Estrelas Missão de misericórdia
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Nesta página, que serve como índice, listamos os episódios de todas as temporadas de todas as séries, adotando como critério de organização a cronologia oficial. Isso produz certa confusão, pois nem todos os sites seguem esse padrão, mas pelo menos serve de orientação para os fãs que tenham vontade de assistir aos episódios como se fossem todos parte de uma longa história contínua. Na Série Clássica, os produtores não tinham preocupação com ordem cronológica; ainda assim, mudanças pontuais de episódio para episódio são mais facilmente explicadas se seguirmos, para efeito de ordem cronológica, a ordem de produção. Foi exatamente o que fizeram Mike e Denise Okuda, ao produzir o “Star Trek Chronology”, e é o que respeitamos aqui, a despeito de a Paramount mais recentemente ter optado por listar (e agrupar em DVDs) os episódios originais pela ordem de exibição. De A Nova Geração em diante, a ordem cronológica é em geral a mesma da exibição — uma vez que os produtores das versões mais modernas de Jornada nas Estrelas tinham uma preocupação maior com a cronologia do programa. Jornada nas Estrelas: A Série Original Temporada 1 (1966-1967) JORNADA NAS ESTRELAS: A REVOLUÇÃO DOS ANOS 1960Padrão Há exatos 45 anos, no dia 8 de setembro de 1966, estreava na rede de TV NBC, nos Estados Unidos, a sérieStar Trek (Jornada nas Estrelas), de Gene Roddenberry, onde eram mostradas as aventuras de James T. Kirk (William Shatner), o capitão da nave estelar classe Constitution Enterprise NCC-1701, da Federação dos Planetas Unidos. A nave, como anunciado na famosa introdução narrada por Shatner, partiu em uma missão de cinco anos “em busca de novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve”. Os eventos mostrados na série se passam entre os anos 2265 e 2269, no século 23.A série já nasceu sobrevivendo, uma vez que fora rejeitada pela CBS, e foi o estúdio Desilu, de Lucille Ball (estrela de I Love Lucy), que aceitou produzir o piloto em 1964. Nele (“The Cage”), a Enterprise sob o comando do Capitão Christopher Pike (Jeffrey Hunter) estava numa missão de resgate de sobreviventes de uma nave que caíra no planeta Talos 4. Lá o Capitão encontra uma sobrevivente e os talosianos, capazes de criar qualquer tipo de ilusão. O episódio era muito cerebral e acabou sendo rejeitado. Foi realizado um novo piloto, “Where no Man has Gone Before”, com um novo Capitão e uma nova tripulação – da anterior, somente o vulcano Sr. Spock (Leonard Nimoy) foi mantido. Inicialmente os executivos da NBC queriam tirar do programa o personagem Spock, já que sua aparência lembrava o demônio, mas a firmeza de Gene o manteve. Isso por vezes até foi ironizado na série, quando Kirk e o médico da nave, Dr. McCoy (DeForest Kelley) brincavam com Spock, comparando-o com o Diabo. Aliás, o trio Kirk/Spock/McCoy, com suas conversas, ironias e, acima de tudo, amizade, acabou sendo o principal pilar da série. ![]() A Enterprise NCC-1701 dispara os phasers Com a série aprovada, Gene passou a fazer o que lhe interessava: introduzir comentários políticos e alegorias da época, camuflados como ficção cientifica. Foram introduzidos como vilões os alienígenas Klingons e Romulanos, sendo os primeiros claramente inspirados nos soviéticos. Eles também reapareceram depois nos longas para o cinema, a partir de 1979, e nos spin-offs televisivos The Next Generation (A Nova Geração), Deep Space Nine (A Nova Missão),Voyager e Enterprise. A série inovou, à época, por apresentar uma tripulação multi-racial e mulheres em postos de comando. Roddenberry conseguiu ótimos roteiristas, porém tinha o mau hábito de reescrever os roteiros deles, e assim, ao longo de sua duração,Jornada nas Estrelas perdeu muitos bons escritores, como Harlan Ellison. ![]() O Capitão James T. Kirk (William Shatner) Em suas três temporadas, a Série Clássica de Star Trek teve muitos episódios excelentes, hoje considerados clássicos. Quase todos consideram “Cidade à Beira da Eternidade” o seu melhor episódio, embora o meu preferido seja “Máquina de Destruição”, do segundo ano. O episódio “O Equilíbrio do Terror” introduz a ameaça Romulana, e nele é citada a antiga guerra Terra/Romulus. Já em “Missão de Misericórdia” os Klingons são apresentados como inimigos declarados da Federação. O vilão Khan, visto no memorável episódio “Semente do Espaço”, reapareceu em 1982 no longa Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan. ![]() O Oficial de Ciências Sr. Spock (Leonard Nimoy) Gene L. Coon foi o responsável por colocar na série muitos dos elementos dramáticos e cômicos que a caracterizaram, como a A Primeira Diretriz, os Klingons, a relação de picuinha/admiração entre Spock e McCoy, e também a tendência resmungona do engenheiro Scotty. Coon também escreveu alguns dos melhores episódios, como “Missão de Misericórdia”, “Demônio da Escuridão”, “Semente do Espaço”, “Arena”, “Um Gosto de Armageddon”, “Lamento por Adonis”, “Metamorfose” e “Pão e Circo”. Gene centrava-se em situações dramáticas, enquanto Coon priorizava as cômicas. O equilíbrio das características de ambos tornava a série mais rica e consistente. CURIOSIDADES:
A Série Clássica de Jornada nas Estrelas teve 79 episódios produzidos, todos já lançados em DVD no Brasil, e plantou sementes que alimentam admiradores de todo o mundo há mais de 40 anos. A versão remasterizada da série, com efeitos CGI substituindo os originais, também já saiu em DVD e Blu-ray. No Brasil existem muitos grupos de fãs da franquia, e sites e fóruns de discussão de alta qualidade como oTrek Brasilis. Também são realizadas convenções e fanfilms.Guilherme da Costa Radin 46 PENSAMENTOS EM “JORNADA NAS ESTRELAS: A REVOLUÇÃO DOS ANOS 1960”
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