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Coma - A Dimensão do Futuro


Coma - A Dimensão do Futuro

  • Science fiction
  • 2019

Um homem sofre um acidente e acorda em um mundo paralelo criado pelo seu inconsciente em estado de coma. Nessa nova realidade, ele ganha poderes e se une a um grupo de pessoas que habitam esse universo, mas querem voltar ao o mundo real.

Um arquiteto russo (Rinal Mukhametov) entra em coma após sofrer um acidente. Ele...

Elenco:

Rinal Mukhametov, Lyubov Aksyonova, Anton Pampushnyy, Milos Bikovic, Konstantin
Coma - A Dimensão do Futuro (Filme) | Programação de TV | mi.tv

Maze Runner: Correr ou Morrer (2014) Assistir Online

 

Corpos martirizados de um cinema genérico.

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O sucesso da saga Harry Potter passou uma década sendo culpado por qualquer narrativa infanto-juvenil épica que se aventura dos livros para os cinemas. O dinheiro que fez o bruxo tem mesmo sua parcela de culpa, mas o jogo de influências já o ultrapassou há muito, e hoje, 13 anos depois de Harry Potter E A Pedra Filosofal, ele parece mais uma lembrança distante — e quase cânone, em comparação — que um familiar mais velho para os tantos como DivergenteJogos VorazesO Doador de Memórias e Maze Runner – Correr ou Morrer.

Digo isso porque da onda de adaptações de sagas literárias de fantasia que varreu a primeira década do século — Desventuras em SérieAs Crônicas de NárniaZathuraA Bússola de OuroAs Crônicas de Spiderwick —, ou melhor, da sua estrutura narrativa, em que personagens bastante jovens ocupam lugar de destaque, sobrou pouquíssimo. Desde Crepúsculo, os personagens estão mais velhos e mais atraentes e não por acaso. O corpo passou a ter um valor, inexistente na geração anterior, tanto para a venda de ingressos como para a própria narrativa. Crepúsculo tem suas famosas alegorias sexuais — que, pelo que soube, bem deixaram de ser apenas alegorias nos últimos dois filmes — e, tanto em Jogos Vorazes quanto em Maze Runner, o corpo se tornou sinônimo de resistência, força, rebeldia e sobrevivência.

Maze Runner começa já com o protagonista, Thomas (Dylan O’Brien, como ator um ótimo modelo), ainda sem seu nome revelado, preso em agonia dentro de uma caixa e despertando em um campo aberto, cercado por um grupo de garotos da sua idade, meninos perdidos que vivem em comunidade numa estranha Terra do Nunca. Os motivos do lugar e dos personagens só vão estar claros lá para o final do filme. Até então, preserva-se nossa ignorância; a paciência, quando cada nova ação parece mais sem propósito que a anterior e cada explicação mais cabeluda, é que é difícil de manter.

De maneira geral, é um filme bastante genérico que consegue, eventualmente, despertar certa curiosidade — devo dizer, no entanto, que me rendo fácil a sagas de fantasia, mesmo quando todas comecem a parecer iguais. Mas este nunca chega no mesmo patamar político, de desenvolvimento dramático ou de direção de nenhum dos Jogos Vorazes. Os conflitos entre os personagens não funcionam, e o combate contra máquinas nunca vai além dos gritos, chutes e da montagem frenética. Os melhores planos encontram o corpo dos personagens em contemplação, em fuga ou simplesmente correndo no labirinto. A aliança entre os dois corpos perfeitamente planejados — o dos atores, pois quase todos seguem o padrão hollywoodiano, e o do labirinto — constrói imagens um tanto interessantes e fortalece as noções de sacrifício e resistência que o enredo busca.

Falo de como o filme apresenta o corpo como luta, e não como sexo. Porque, por mais fantásticos e ativos eles sejam contra a autoridade da máquina, eles são bem tímidos uns contra os outros. Mais tímidos do que exigiria a lógica para um grupo de jovens que vivem isolados há anos; depois, quando surpreendidos pela presença de uma garota (Kaya Scondelario, da série Skins), reagem quase exatamente como os garotos perdidos a Wendy (“Garotas são demais”, diz um personagem inocentemente). Não faz muito sentido cobrar algo diferente de uma saga dessas. Afinal, eles precisam preservar sua classificação indicativa 12 anos para ver resultados na bilheteria. Apenas acho que a manutenção dessa assexualidade no gênero tem ficado cada vez mais patética.

No fim das contas, Maze Runner é só mais um produto. Não tem a ambição necessária para se destacar positiva ou negativamente. Espero que satisfaça os fãs do livro porque devem ser eles que vão lhe dar qualquer validade. Como filme, é descartável, mas não execrável, pois oferece muito pouco até mesmo para motivar uma rejeição. Vamos ver quanto tempo ainda dura um subgênero saturado.

Maze Runner: Prova de Fogo (2015) Assistir Online

Maze Runner: Prova de Fogo

A Fox Film do Brasil divulgou um novo featurette de ‘Maze RunnerProva de Fogo‘, em que os atores falam sobre as cenas de ação.

Assista:

Com faturamento de R$ 9,7 milhões, próximo aos R$ 10 milhões pretendidos pela Fox, ‘Maze RunnerProva de Fogo‘ estreou no topo das salas brasileiras. Com isso, o longa conseguiu elevar um pouco as bilheterias nacionais, já que nas últimas três semanas o primeiro lugar não ultrapassou 6 milhões de reais.

O filme tirou a liderança da animação ‘O Pequeno Príncipe‘ (Le Petit Prince), dirigida por Mark Osborne, que ficou com a primeira posição por três semanas consecutivas e já levou 2 milhões de espectadores aos cinemas, se tornando um fenômeno comercial no Brasil.

Apesar de perder a liderança, ‘O Pequeno Príncipe‘ continuou firme e forte no segundo lugar, com arrecadação de R$ 1,9 milhão.

A comédia ‘Férias Frustradas‘ encerra o Top 3 com R$ 1,5 milhão.




Confira o TOP 10, segundo o FilmeB:

Aproveite para assistir:




filmerenda (R$)
1Maze Runner – Prova de fogo9.746.600
2O Pequeno Príncipe1.944.000
3Férias frustradas1.502.300
4Que horas ela volta?1.142.800
5Missão: Impossível – Nação secreta789.500
6A entidade 2744.400
7Linda de morrer561.500
8Carga explosiva – O legado454.400
9Você acredita?434.400
10Ted 2345.500

Em ‘Maze RunnerProva de Fogo‘, Thomas (Dylan O’Brien) e os garotos da Clareira terão que lidar com um desafio ainda maior: depois de escaparem do Labirinto, eles se deparam com uma Terra arrasada pelo sol e dominada por criaturas disformes, conhecidas como Clarks, que tentam devorá-los.

A direção é de Wes Ball, responsável também por ‘Maze Runner – Correr ou Morrer‘, que levou mais de 1,5 milhão de pessoas aos cinemas brasileiros no ano passado.

Crítica | Maze Runner: Prova de Fogo

Aidan Gillen (‘Game of Thrones’) faz o vilão principal Janson, mais conhecido como Homem Rato.Nathalie Emmanuel, também de ‘Game of Thrones’, Giancarlo EspositoRosa SalazarJacob LoflandBarry Pepper e Lili Taylor completam o elenco de novatos da franquia.

Maze Runner: A Cura Mortal (2018) Assistir Online

Maze Runner: A Cura Mortal Sinopse: No terceiro filme da saga, Thomas (Dylan O’ Brien) embarca em uma missão para encontrar a cura para uma doença mortal e descobre que os planos da C.R.U.E.L podem trazer consequências catastróficas para a humanidade. Agora, ele tem que decidir se vai se entregar para a C.R.U.E.L e confiar na promessa da organização de que esse será seu último experimento. – Assistir o filme Maze Runner: A Cura Mortal dublado online, assistirMaze Runner: The Death Cure online, assistir Maze Runner: A Cura Mortal online, Maze Runner: A Cura Mortal assistir online, Maze Runner: A Cura Mortal dublado, assistir Maze Runner: A Cura Mortal dublado, Maze Runner: The Death Cure dublado, Maze Runner: The Death Cure legendado, Maze Runner: The Death Cure online, assistir Maze Runner: The Death Cure

MAZE RUNNER: A CURA MORTAL BLURAY

 

Maze Runner: A Cura Mortal Dublado Bluray gratuito

Maze Runner: A Cura Mortal Dublado online Bluray gratuito – No terceiro filme da saga, Thomas (Dylan O’ Brien) embarca em uma missão para encontrar a cura para uma doença mortal e descobre que os planos da C.R.U.E.L podem trazer consequências catastróficas para a humanidade. Agora, ele tem que decidir se vai se entregar para a C.R.U.E.L e confiar na promessa da organização de que esse será seu último experimento.







COMA: A DIMENSÃO DO FUTURO

SINOPSE

O jovem arquiteto Viktor sofre um acidente de carro e acorda num universo paralelo. Aos poucos, ele descobre que seu corpo está em coma, e ele ocupa atualmente um espaço moldado por suas memórias e desejos. No entanto, este mundo é marcado por inimigos que podem matá-lo de fato. Viktor passa a investigar os segredos do local na tentativa de acordar.


16 ANOS  112 minutos
  • Nikita Argunov
  • Koma
  • 2019
  • Rússia


Viktor (Rinal Mukhametov) é “o escolhido”. Este sujeito comum, sem grandes qualidades físicas nem mentais, descobre ser a única pessoa capaz de impedir o ataque de vilões poderosos dentro de um universo fantástico. A presença do escolhido domina amplamente o imaginário das ficções científicas, desde Star Wars (1977) até Matrix (1999), passando pelas fantasias juvenis como Harry Potter (2001 - 2011), Maze Runner (2014 - 2018), Jogos Vorazes (2012 - 2015) e Divergente (2014 - 2016), com os quais o projeto russo possui notável afinidade. Trata-se da fórmula clássica do herói: o protagonista descobre a sua força, aceita o chamado à aventura, salva mocinhas indefesas, combate inimigos e restitui a paz. Talvez a única novidade digna de nota se encontre na função de arquiteto, pouco considerada dentro da fantasia – ainda que A Origem (2010) e a série The Good Place (2016 - 2020) reservem espaços privilegiados para estes “construtores de mundos”. O poder da mente, quem diria, precisa de conhecimentos acadêmicos sobre estrutura, cálculo e física. A magia busca se legitimar pelo aceno à razão.

À primeira vista, Coma: A Dimensão do Futuro (2019) possui a aparência e a estrutura de um videogame. Os cenários são ostensivamente maleáveis: prédios se inclinam, pontes efetuam arcos sobre si próprias e avenidas formam ângulos de 90º com as ruas. O herói é convocado à aventura sem justificativas prévias: ele parte no meio de um tiroteio, recebendo ordens expressas de como agir. Esta constitui outra escolha tradicional das jornadas do gênero: o espectador é levado a se identificar com o homem estrangeiro, de modo que a surpresa de Viktor coincida com a nossa. A postura do arquiteto justifica as inúmeras explicações das pessoas ao redor, limitadas a guias-professores. Eles sublinham que o personagem se encontra num coma, vivendo uma realidade alternativa marcada por uma mistura de lembranças e sonhos. Já os inimigos, os Ceifadores, seriam a representação das pessoas cujas mentes morreram, no entanto permanecem animadas por aparelhos, em estado vegetativo. A possível discussão sobre eutanásia, sobre os limites da morte e da consciência passa longe deste roteiro, que busca uma simples desculpa para a presença dos adversários. De onde vêm? O que desejam? Por que atacam os humanos? O diretor Nikita Argunov se importa pouco com este debate: basta que existam vilões, mocinhos, e que se enfrentem num campo de batalha.

A este propósito, o filme se move por meio de conflitos artificiais. Sem precisar resgatar alguém ou encontrar saídas, Viktor e seus colegas poderiam permanecer tranquilamente no edifício onde moram. Ora, na ausência de motivações concretas, eles se lançam por iniciativa própria no combate mortal contra os Ceifadores. O antagonista, imerso numa reviravolta facilmente antecipada, solicita ao Arquiteto que construa uma grande cidade – espaço que jamais desempenha qualquer função narrativa. Phantom (Anton Pampushnyy) é apresentando enquanto personagem de força e agilidade descomunais, além de ponta do triângulo amoroso composto por Viktor e Fly (Lyubov Aksyonova). Entretanto, passada certa altura da narrativa, o filme abandona esta figura. A descoberta de um avião produz efeito nulo nos rumos da história. Os criadores desenvolvem super-heróis com habilidades específicas, mas depois não sabe como colocá-las em jogo – vide as participações apáticas de Tank e Kabel. Eles despertam a impressão de terem condensado uma série de televisão, ou um roteiro para diversos filmes, num único longa-metragem.

Ao menos, a aparência deste mundo se torna razoavelmente convincente. Alguns efeitos visuais são fracos, sobretudo em cenas subaquáticas. Entretanto, a geografia dos prédios, a composição dos espaços e o desenho dos monstros (seres fluidos, por constituírem matéria de sonho) possuem bom impacto nas imagens de fundo infinito, em grande angular, para o espectador assimilar o máximo possível do espaço. Coma: A Dimensão do Futuro desperta a impressão de ser um filme onde tudo, ou quase, se passa sobre uma tela verde, com efeitos projetados digitalmente a posteriori. Para uma jornada tão dedicada à arquitetura, teria sido fundamental resgatar elementos mais físicos, ou ainda confrontar a virtualidade com a realidade (o estado de coma contra a vida real). Ora, Argunov despreza os cenários que não possa construir do zero, assim como num game interativo. Viktor possui um passado limitado e capacidades restritas, mas são exatamente estas características universais que interessam ao criador. A partir de um sujeito médio, ele sugere que qualquer pessoa (inclusive nós, espectadores médios) pode se converter em alguém especial.

O dilema imposto aos personagens desemboca numa questão complexa: se você pudesse viver nos sonhos, abandonaria a realidade em prol de um universo moldado pelos desejos? O decalque do real pode ser melhor do que o real? Há questões platônicas importantes a partir desta provocação, pertinentes em tempo de individualismo crescente e relações mediadas pela virtualidade. Em contrapartida, a maior parte destas reflexões ficará por conta do espectador, visto que a ficção científica evita explorá-las por si mesma. Ironicamente, o filme situado dentro da cabeça dos personagens despreza a psicologia humana. Neste sentido, aproxima-se de A Origem, referência inevitável. Nenhuma proposta deste projeto soa ousada ou particularmente criativa. Ressalvas à parte, o resultado impressiona pelo orçamento modesto de US$ 4 milhões: os efeitos visuais superam aqueles de diversas produções hollywoodianas que custaram dez vezes mais. Há competência técnica e domínio dos códigos do gênero, apesar da ambição restrita de se construir enquanto proposta autônoma. Talvez a comparação com os equivalentes norte-americanos constitua um objetivo e um motivo de orgulho para os artistas russos.

Coma: A Dimensão do Futuro – Papo de Cinema